
Sabe aquela sensação de entrar no perfil de uma marca e ficar por horas olhando mesmo sem precisar dos produtos?
A foto faz você querer abrir o próximo post. As cores parecem combinar perfeitamente, os elementos se complementam. A marca passa a sensação de ter personalidade única. Até as frases das descrições parecem combinar com todo o resto. Tudo parece conversar e tudo chama a atenção ao mesmo tempo.
Você já deve ter vivido essa experiência presencialmente também, quando recebe uma encomenda com um unboxing lindo, com carta feita à mão, papel de seda personalizado, caixa com cheiro gostoso e uma embalagem que dá vontade de guardar, mesmo sabendo que você não vai usar ela para nada, porque ela é tão perfeita que você não consegue jogar fora.

É quando uma marca passa essa sensação que ela deixa de parecer apenas um negócio e começa a ter presença na vida do seu cliente.
E talvez seja justamente essa sensação que você queira encontrar quando olha para o seu próprio negócio.
Não é só um feed mais bonito por algumas semanas ou uma nova paleta de cores que você vai cansar de usar daqui a três meses. Você quer abrir o seu Instagram, entrar no seu site, olhar para uma apresentação ou para uma embalagem e sentir que finalmente aquilo tem a sua cara.
Que existe uma intenção ali e que você consegue expressar a essência da sua marca.
Que alguém poderia encontrar uma imagem da sua marca fora de contexto e ainda reconhecer que ela é sua.

A identidade visual bem construída é o que faz tudo isso começar a acontecer.
Ela não existe só para deixar a marca bonita, ela existe para dar forma àquilo que você quer que as pessoas sintam quando entram em contato com o seu negócio.
Por isso, escolher uma cor nunca é só escolher uma cor. A mesma coisa acontece com a tipografia, com as fotos, com os elementos gráficos, com a embalagem e até com a forma como você escreve. Cada escolha vai acrescentando uma camada na personalidade da marca, até chegar em um ponto em que tudo começa a parecer parte do mesmo universo.
E é justamente esse universo que faz algumas marcas serem tão gostosas de acompanhar.
Você entra no Instagram por causa de um post e, quando percebe, já abriu o site, viu os destaques, prestou atenção na embalagem, reparou nas fotos e até imaginou como seria receber aquele produto em casa. A marca vai te envolvendo aos poucos, sem precisar pedir a sua atenção o tempo inteiro, porque existe alguma coisa ali que desperta curiosidade e faz você querer conhecer mais.
É essa sensação que uma boa identidade pode trazer para o seu próprio negócio.

A partir do momento em que você entende qual imagem quer construir, fica muito mais fácil decidir o que combina com a sua marca e o que não combina.
Você deixa de escolher referências apenas porque achou bonitas e começa a perceber por que algumas delas fazem sentido dentro do universo que está criando.
Com o tempo, isso muda até a forma como você olha para o seu negócio.
Você começa a imaginar como seria a embalagem antes mesmo de ter um produto novo. Pensa em como uma campanha poderia ficar. Salva uma referência e já consegue enxergar como adaptaria aquilo para a sua própria linguagem. O seu negócio deixa de ser um conjunto de peças que precisam combinar e começa a parecer um lugar que você conhece muito bem.
Talvez seja justamente por isso que ter uma identidade visual incrível dá tanto prazer.
Não é apenas sobre o que as outras pessoas vão achar da sua marca. Também existe a sensação de olhar para aquilo que você criou e sentir orgulho de mostrar. De abrir o perfil e gostar do que vê. De mandar alguém para o seu site sem pensar que ainda precisa arrumar alguma coisa antes. De receber uma foto do seu produto na casa de uma cliente e perceber que, mesmo fora do seu controle, ele ainda carrega a mesma personalidade.
É quando a marca começa a parecer tão bem resolvida por fora quanto ela já existia na sua cabeça.

E isso não significa que tudo precisa ser exagerado, sofisticado ou cheio de elementos.
Algumas marcas são delicadas, outras são intensas, minimalistas, românticas, divertidas ou provocadoras. O que faz diferença é conseguir reconhecer aquela personalidade em cada detalhe, sem precisar explicar o tempo inteiro quem a marca é.
No fim, uma identidade marcante funciona quase como aquele último detalhe que muda a percepção de tudo.
O bolo já estava pronto, as camadas já estavam ali e todo o trabalho já tinha sido feito.
Mas existe uma razão para a cereja continuar sendo colocada no topo.
Ela é pequena perto de todo o resto, mas muda a imagem inteira.
Na Cherry, essa cereja aparece na coroa de uma rainha. A mulher continua sendo o centro de tudo, porque é a visão dela que dá origem ao negócio. A cereja entra como aquele toque que faltava para fazer o que já existe ganhar ainda mais presença, personalidade e desejo.
Talvez a energia que falta no seu negócio não esteja em mudar tudo o que você construiu.
Pode estar em finalmente encontrar a forma certa de mostrar tudo isso.
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